Autor: Emília Silva

  • E se eu lhe dissesse que pode ser e fazer os outros mais felizes (no trabalho e não só)?

    E se eu lhe dissesse que pode ser e fazer os outros mais felizes (no trabalho e não só)?

    Afinal, o que é a felicidade? Todos podemos ser felizes?

    No seu livro “The How of Happiness”, Sonja Lyubomirsky, professora e Vice-Presidente do núcleo de Psicologia da UC Riverside, Califórnia, refere os estudos desta Universidade que demonstram que existem três grandes influências para a felicidade: genética (50%), circunstâncias da vida (10%) e as atividades intencionais (40%).

    Ora, se em relação à genética nada podemos fazer, o mesmo não se aplica às outras duas variáveis. É claro que as circunstâncias da vida são muito difíceis de mudar (onde vivemos, a nossa cultura, etc.), pois por muito que nos esforcemos, não depende apenas de nós. Mesmo assim, a boa notícia é que 40 % está, absolutamente, nas nossas mãos. E, o melhor de tudo, é que este fator é aquele em que é mais “fácil” atuar! Depende de nós (ex: investir nas relações sociais, gerir o stress e as adversidades, saborear as alegrias da vida, and so on…)! Através do controlo das nossas atividades intencionais poderemos aumentar, significativamente, o nosso bem-estar e felicidade.

    Neste sentido, como é que podemos começar a praticar as nossas atividades intencionais no nosso local de trabalho, de forma a aumentar o nosso bem-estar e a nossa felicidade e dos que nos rodeiam? Alguma ideia?

    Ok, eu ajudo!

    Podemos começar por demonstrar apreço, simpatia e ser gentis com quem nos rodeia. Agradecer de forma sincera a quem nos ajuda.

    celebrar! Celebrar as vitórias e, porque não, celebrar também as derrotas e os erros? Devemos encará-los como uma aprendizagem e aprender é tão importante e tão bom, que deve ser celebrado!

    Se lidera uma equipa, crie o hábito de elogiar e dar feedback positivo (sempre que há motivo e, de certeza que há muitos!).

    Voltando às perguntas iniciais, a felicidade não é um estado permanente, ninguém está sempre 100% feliz a toda a hora (nem teria piada!!!). Mas todos somos responsáveis pelo nosso bem-estar e podemos influenciar também a felicidade de quem nos rodeia. NÓS somos o “gatilho” para o bem-estar e felicidade.

    E quanto a si? O que acha que pode ou todos podemos fazer para aumentar o bem-estar e a felicidade no local de trabalho? Quais são as suas ideias? Estou curiosa!

  • Não temos duas vidas…

    Não temos duas vidas…

    Eu não acredito que tenhamos duas vidas distintas. Que sejamos uma pessoa no trabalho e uma completamente diferente em casa e, muito menos, que uma não afete a outra.

    Por muito que nos esforcemos, se algo não corre bem na nossa vida profissional, isso vai mesmo acabar por ter impacto na nossa vida pessoal e vice-versa. Não estou a dizer que vamos deixar de fazer bem o nosso trabalho. Agora, não posso afirmar que tenho a mesma criatividade e produtividade quando algo me preocupa ou que tenho a mesma paciência para os meus filhos quando estou stressada com o trabalho, porque estaria a mentir!

    Neste sentido, e enquanto Gestora de Pessoas, eu gosto de pensar que uma empresa com 100 colaboradores, não tem a seu “cargo” 100 colaboradores, mas sim, 100 famílias e esta sim é a verdadeira dimensão!

    Ao criar um ambiente “seguro” e de bem-estar para os seus colaboradores, uma empresa, um líder, não está apenas a afetar essas pessoas com quem trabalha, mas todas as que se relacionam com elas. Devemos encarar a Felicidade no Trabalho como Responsabilidade Social das Empresas.

    Há pouco tempo, numa conversa, disseram-me: “Mas as empresas não têm que fazer as pessoas felizes!” a minha resposta foi: “Ok, mas ao menos que não as tornem infelizes!”.

    Criar uma cultura de segurança e verdade, onde as pessoas possam errar, admitir os seus erros, aprender e seguir em frente. Uma cultura de tolerância, companheirismo e trabalho em equipa. Uma cultura de respeito pelos outros enquanto profissionais e seres humanos. Uma cultura que permita às pessoas serem elas próprias e onde se possam sentir e demonstrar que se sentem felizes! Esta cultura vai permitir que as “famílias” da sua empresa ou da sua equipa tenham uma vida muito melhor.

    Os “Felizes” estão comprometidos, são mais produtivos e querem ficar!

  • Não quero ser o primeiro a sair…

    Não quero ser o primeiro a sair…

    Há uns dias, estava a contar a uma amiga no que consiste este meu novo projeto. Explicava porque é que me APAIXONEI por este tema da FELICIDADE NO TRABALHO e porque acredito tanto na sua importância. A reação foi muito positiva, mas contou-me algo em relação à experiência na empresa onde trabalha. Algo que eu tenho consciência que acontece muito e algo que tem que mudar.

    A empresa em que trabalha esta minha amiga é daquelas que já começaram a adotar medidas para promover o bem-estar e a felicidade dos seus colaboradores. Entre outras, promove o horário flexível para quase todos os colaboradores e a possibilidade de trabalhar a partir de casa. Fantástico, não?

    No entanto, segundo a minha amiga, muito pouca gente “aproveita” estes benefícios. As pessoas continuam a ficar até tardíssimo no escritório e poucas são as que trabalham a partir de casa (a não ser que estejam ou tenham alguém doente). Nas suas palavras “ninguém quer ser visto como o que fica em casa ou o primeiro a sair”.

    Ainda existe o preconceito de que quem não está no escritório não trabalha!

    É urgente mudar este mindset! Se a organização dá esta oportunidade, está a demonstrar que CONFIA nos seus colaboradores. Que sabe que as pessoas são corretas e que vão fazer o seu trabalho com o mesmo profissionalismo. Deixemo-nos de ser “Velhos do Restelo” e vamos ver mais além. Não nos preocupemos tanto com o que os outros vão pensar. Provavelmente, não vão pensar nada, nós é que achamos que sim 😊.

    Quando falamos da FELICIDADE NO TRABALHO, a maioria das pessoas tem tendência a responsabilizar as empresas. É certo que as empresas têm que criar condições para o bem-estar e felicidade dos seus colaboradores. Mas, sermos felizes no trabalho e o equilíbrio da nossa vida profissional e pessoal depende de cada um de nós. É uma decisão individual!

    Estamos muito longe da realidade da Finlândia, que tantas opiniões tem agitado nestes dias, mas as coisas estão a mudar (para melhor) e as coisas boas devem ser recebidas de braços abertos e com confiança!

  • Sobre Employer Branding…

    Sobre Employer Branding…

    ⛔ De que vale investir na atração de talentos e depois, deixar as pessoas “à sua sorte”, quando já estão integradas na organização?

    ✅ É muito mais inteligente ( e também muito mais barato!) pensar em tratar bem as pessoas, cuidar da sua felicidade e do seu bem-estar e desenvolvê-las, do que ter que estar constantemente a recrutar, para substituir quem vai embora.

    💥 Ao reduzir o turnover, retemos mais conhecimento institucional e despendemos menos a contratar e a formar.

    🎯 Os colaboradores felizes são o melhor marketing que uma organização pode ter.

    Não há dúvidas, pois não?
    Então, vamos agir em conformidade.

  • Sobre Resiliência…

    Sobre Resiliência…

    A 1ª vez que ouvi a palavra Resiliência foi numa aula de GRH… o Prof. Pedro Mendes disse-nos, naquele dia, que devíamos guardar aquela palavra para sempre, pois seria decisiva para o nosso sucesso. Como tinha razão!

    A nossa capacidade de superar uma crise é decisiva. E o que é certo, é que todos a temos. Nuns, estará mais desenvolvida que noutros, mas todos temos a capacidade de superar as adversidades e aprender com elas.
    Há uma música da saudosa Beth Carvalho, que descreve a atitude vencedora, em relação às crises, quase na perfeição e canta assim: “Reconhece a queda e não desanima, levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima.”

    Digo quase na perfeição, pelo “não desanima”. Não concordo. Somos humanos É impossível não desanimarmos, nem que seja apenas por um momento, perante uma crise, um erro, um desastre… E, como humanos, temos que nos permitir sê-lo e senti-lo. Já não há lugar para vergonha, em relação aos nossos sentimentos. Numa situação destas, devemos permitir-nos sofrer, faz parte do processo de “cura”. Não podemos é permanecer no sofrimento!

    Há uma frase maravilhosa da Golda Meier: “Aqueles que não sabem chorar com todo o seu coração, também não saberão rir.”

    Ser resiliente não significa não sofrer. Significa reconhecer, sofrer, aprender e seguir em frente.